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Agência Brasil
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O PL da Reciprocidade prevê critérios para que o Brasil reaja a barreiras comerciais de outros países.

Economia

04/04/2025

Governo descarta retaliação comercial aos EUA e aposta no diálogo

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta quinta-feira (3) que o governo federal não pretende adotar medidas retaliatórias contra os Estados Unidos em resposta à tarifa de 10% imposta a produtos brasileiros. A declaração foi dada ao Blog do Magno.

Questionado sobre a possibilidade de utilizar o Projeto de Lei (PL) da Reciprocidade como resposta, Alckmin foi direto: “Não pretendemos usar”. Ele enfatizou que o Brasil não pretende intensificar uma disputa tarifária com os norte-americanos.

“A gente tem que respeitar a decisão de outros países e proteger e defender os produtos brasileiros (…). O caminho que eu vejo é o do diálogo e da negociação”, disse.

O PL da Reciprocidade prevê critérios para que o Brasil reaja a barreiras comerciais de outros países. Apesar da decisão de não aplicá-lo nesse momento, o vice-presidente adiantou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá sancionar a medida. O mecanismo permite que o Brasil adote tarifas equivalentes às impostas por parceiros comerciais.

Além de defender a negociação como solução, Alckmin destacou a importância da diversificação dos mercados de exportação. Ele citou que o Brasil ainda não exporta carne para o Japão, assim como etanol e aeronaves. Atualmente, os Estados Unidos são um dos principais compradores desses produtos brasileiros.

Nos últimos dias, o presidente Lula e outras lideranças realizaram uma viagem pela Ásia, visitando países como Japão e Vietnã, em busca de novas oportunidades comerciais.

Em 2024, as exportações brasileiras de aeronaves e carne bovina para os Estados Unidos somaram US$ 3,6 bilhões, representando 9% do comércio entre os dois países, que totalizou US$ 40,4 bilhões. No ano passado, o Brasil registrou um déficit comercial de US$ 283,8 milhões na relação com os norte-americanos.

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